a mãe do kyle é uma vaca
Todas as temporadas e todos os episódios do South Park, na íntegra, sem comerciais, em boa qualidade, com cenas extras. E oficialmente. Bonito de se ver.
- televisão, internet | Time: 11:32 pm (UTC+8) No Comments »
Todas as temporadas e todos os episódios do South Park, na íntegra, sem comerciais, em boa qualidade, com cenas extras. E oficialmente. Bonito de se ver.
Essa turma que produz a novela Duas Caras tá PEGANDO PESADO no merchandising. Não bastasse ter personagens importantes empregados pela rede de supermercados Extra, me aparece o Nuno Leal Maia fazendo compras no local. Digo: fazendo compras METODICAMENTE, avaliando qualidades de vidros de azeite e escolhendo um ovo de páscoa. Posicionamento de marca mais sutil que a crítica cinematográfica do baluarte da finesse, o Alborghetti.
Para minha surpresa, Lewis Black ganhou um programa de televisão: The Root of All Evil.
Lewis Black é a personificação da esquete Eu fico puto!, do Marcelo Mansfield, só que mais elaborado. O estilo… hmm, PUTO do Black é hilário, é a reclamação elevada ao status de arte humorística. Conhecia o cara de participações no Daily Show e de alguns especiais da HBO, em geral muito bons. Mas ver um comediante stand-up com um programa fixo é sempre temerário, já que, pelo que sei, parir 30 minutos de material cômico é mais difícil do que dar à luz um PredAlien.
A solução foi reduzir sua participação. Ele age como juiz que decide qual de duas personalidades ou instituições é mais maligna. No episódio de estréia, os réus eram Oprah e a Igreja Católica. Dois humoristas agem como advogados de acusação. É uma espécie de duelo indireto, já que cada comediante fala do próprio tema, sem dialogar com o outro. Black apenas preenche os espaços com tiradas curtas. Pouco revolucionário, mas engraçado, apesar do cara que acusa a Igreja construir mais da metade de suas punchlines em cima da palavra “boyfucking”.

O vício reinante é West Wing. Como disse um amigo, devo ser a única pessoa com menos de 45 anos a assistir essa série sobre os bastidores do primeiro escalão da Casa Branca. É uma pena, pois a série tem tudo: atuações memoráveis, tensão, belos insights sobre as engrenagens da política (algumas peças devem ser iguais em todos os países), humor seco e diálogos tão bons que chego a ficar com dor de cabeça. Culpa do criador e principal roteirista, Aaron Sorkin, gênio da raça, o mesmo de Studio 60 on the Sunset Strip - outra ótima série, cancelada prematuramente.
O curioso de West Wing é que se trata de uma utopia de Sorkin: uma administração democrata com um presidente erudito, capaz e honesto; funcionários talentosos e bem-intencionados; uma mídia que, mais freqüentemente do que na realidade, faz perguntas pertinentes. Os erros, crises e escândalos - que acontecem em grande número - são verossímeis, mas nunca (ou até meados da 3ª temporada) deflagrados de má fé. Acho isso bom. Se houvesse traços de incompetência e corrupção nos personagens, imagino, a série seria insuportável. Real demais.
Um tanto difícil entender o motivo do cancelamento da série Freaks And Geeks (2000-2001) ainda na primeira temporada, após apenas 18 episódios. Muito se fala de Anos Incríveis, por exemplo, mas Freaks and Geeks é, fácil, a melhor série sobre adolescentes já produzida. Até quando eventualmente cede a moralismos é legal. Personagens maravilhosamente humanos.
Criação do Judd Apatow e com o Seth Rogen no elenco. Agora vou baixar Undeclared e prolongar a mágica.
Links provavelmente pouco duráveis, mas vale indicar: 23 episódios (no Google Video) da série Penn & Teller: Bullshit!, em que a dupla ataca mitos e concepções comuns, como, por exemplo, de que reciclagem é uma boa idéia.
Divertido e, em seu melhor, esclarecedor. Basta ficar atento a eventuais manobras retóricas e factuais, à moda Michael Moore.

Imagino que uma das razões dessa política de ferrenha sonegação de informação dos autores da série é a tentativa de alongamento da vida útil do programa. Quanto menos se descobre a cada episódio, mais deles podem ser produzidos; parece ser essa a lógica usada.
Tomara que essa política seja inteligentemente administrada. Acho saudáveis as fartas doses de bizarrice e mistério da série até agora, mas espero que JJ Abrams e turminha tenham em mente que esse tipo de abordagem cansa muito rápido. O masoquismo do público tem limite. Além do mais, informação a conta-gotas é técnica um tanto barata. Funciona muito bem no início, talvez durante as duas primeiras temporadas, mas deveria mudar depois. Aí está o grande desafio dos roteiristas: depois de preparar o terreno, acelerar o ritmo progressivamente. Minha principal referência é 24 Horas (meu seriado favorito), em que a regra é que cada episódio seja mais intenso que o anterior.
Também há outras questões. O uso de flashbacks em cada capítulo tende a cansar. Além disso, deve chegar um ponto em que não seja mais possível extrair flashbacks decentes dos personagens.
Minha idéia de futuro para o seriado envolve o abandono de flashbacks, a mudança de foco - de mistério para ação, drama e thriller - e o amadurecimento dos sobreviventes. Gostaria de vê-los organizando-se mais seriamente, com todas as implicações sociais e hierárquicas que podem surgir nesse tipo de situação.
Opa, vai começar o episódio de hoje. Vou ver se o Locke se salva de um balaço na cara.

Foi lançado em 2001, teve duas temporadas de seis episódios cada e mais um especial de natal em duas partes. Feito como um pseudo-documentário, o seriado mostra o dia a dia dos funcionários do escritório de uma empresa inglesa.
Não bastasse o ambiente e os tipos serem perfeitamente reconhecíveis para qualquer um que já tenha trabalhado, o seriado ainda conta com um dos melhores personagens cômicos já criados: David Brent, o chefe do escritório. A interpretação de Ricky Gervais (também o autor e diretor) é assombrosa e inclemente. Brent é uma força da natureza nos quesitos mau gosto, egocentrismo, covardia e sede por atenção. E, mesmo assim, perfeitamente adorável.
The Office surpreende por não lembrar quase nunca uma sitcom. Humor sutil, que oscila entre o hilário, o patético e o deprimente com uma facilidade assustadora.

Depois de visto os dois primeiros episódios de Lost ontem, na Globo, finalmente posso (começar a ) entender todo o hype em torno da série.
Realmente, Lost é foda.
O grande lance do J.J. Abrams foi tomar o conhecido tema da ilha deserta e impor um ritmo de thriller. Aparentemente todos os personagens têm um ou mais segredos espúrios escondidos na manga, o que garante confortável margem de segurança para os roteiristas. O problema de convivência entre os personagens é outra tática conhecida utilizada logo de cara. Mas o mais interessante, por enquanto, é o potencial de terror e bizarrice que as ameaças da ilha podem oferecer. Claro, espero que não sejam dinossauros.

Nada supera o Teste de Fidelidade. João Kléber é o maior gênio da televisão atualmente. Não é à toa que está exportando sua fórmula de sucesso. Deve ser a coisa mais divertida do mundo trabalhar como produtor ou roteirista do seu programa.
Enquanto escrevo, a noiva 19 anos mais nova que o desconfiado noivo está trancada no banheiro da Rede TV! com vergonha por ter sido flagrada dando uns malhos com Oliver, maior ator brasileiro vivo depois do Paulo César Pereio. O noivo esmurra a porta e passa mal.
Antes da imagens do teste, Joao Kléber passava um clipe do GEORGE MICHAEL em dueto com o ELTON JOHN como se os cantores estivessem AO VIVO NO PALCO.
As legendas são 100% honestas: “AS IMAGENS QUE VÃO SER EXIBIDAS AQUI VÃO DEIXAR VOCÊ PARALIZADO”.
Soft porn fake apresentado por um humorista fracassado: não consigo conceber melhor metáfora para o país.