Depois do Counter Strike, proíbem o Bully. Juntando isso com as insanas restrições em relação a campanhas eleitorais na internet e chegamos à conclusão de que a Justiça brasileira se recusa a entrar no século XXI. A campanha digital é mais barata que a impressão de santinhos, a colagem de cartazes e a produção de vídeos para a televisão. Ou seja: mais democrática, já que o acesso é mais amplo.
A justificativa oferecida é simples: como a legislação não prevê essas modalidades de campanha, logo estão proibidas. Preguiça ou incompetência?
Sobre os jogos, então, não tem nem como comentar. Pura indigência mental.
Isso é tão revolucionário, maluco, improvável e extraordinário que, ao mesmo tempo em que babo de vontade de experimentar pessoalmente, também desejo com ardor que seja um muitíssimo bem feito boato digital, tamanha a desconcertação.
A julgar pela amostra, não haveria mais limites para a manipulação sonora. Seria o esvaziamento total da performance? Ou justamente o contrário? Tendo a apostar na segunda hipótese.
Imaginem: se até hoje somos iludidos facilmente por manipulações visuais razoavelmente bem-feitas, a nanomanipulação sonora (ou sei lá que termo usar pra isso; supermanipulação?), totalmente inédita nesses termos, seria praticamente indistingüível da coisa real (real onde mais?). Como identificar o que não é manipulado, ou é manipulado em níveis “normais”, do que é ajustado com o Melodyne? (Meu deus, olhem esse nome. Sci-Fi pura, sem gelo)
E qual o papel do instrumento musical? Um periférico qualquer? Mero meio de input grosseiro? Se unirmos o sampling, o sintetizador, o emulador e o Melodyne, caixinha de fósforo pode virar bateria eletrônica…
Ao mesmo tempo, a performance ao vivo pode ganhar mais importância cultural. De cara relembro o conceito de aura dos alemães da Escola de Frankfurt, de como esse senso de importância e relevância que emana da obra artística (que supostamente se esvaiu na “era da reproductibilidade técnica”) retorna com violência na era da simulação e da manipulação digital. Seria o tira-teima, a manifestação “honesta”, sem filtros. É de se perguntar o valor que conferiremos a essas coisas no futuro próximo, ou mesmo que conferimos hoje, mas o impacto dessa performance da música sem mediação ainda está pra ser visto.
Isso sem contar no impacto criativo. Se com mash-ups a coisa já atinge misturas incríveis, com esse programa o limite é infinito. Mais do que misturas, imaginem releituras de músicas conhecidas. Joy Division todo em acordes maiores, alegres e ensolarados. O desafio de fazer a banda A fazer um cover da banda B com suas próprias músicas. É tanta possibilidade, desde as mais imbecis às mais sofisticadas, que não vale a pena gastar todos os neurônios de uma só vez. Ao que parece, gastaremos todos juntos.
Isso se não for o vaporware mais sensacional já pseudofabricado.
“At first, I thought it was bad that she cried, but then I thought she is a woman, give her a chance,” said Diane Fischel, a tailor and a grandmother, who cited the emotional display for deciding to vote for Mrs. Clinton in the Democratic primary instead of for Senator John McCain on the Republican side.
Ontem prestei uma visita a um dos terrenos sagrados da burocracia: o Poupatempo da Luz. Confesso que fiquei emocionado. Na entrada, um balcão de informações circular, com duas funcionárias e pilhas e pilhas de folhetos com informações sobre procedimentos e a documentação necessária para sua execução. À frente, um amplo balcão de triagem, com quatro filas diferentes. À direita, um guichê para retirada de documentos. À esquerda, a glória: duas longuíssimas fileiras de bancos, com quase todos os lugares preenchidos com gente de fé, agarrando-se aos seus bilhetes impressos com senhas de um caractere e quatro dígitos (229.977 combinações possíveis). Três painéis cor laranja e três cor verde comunicam alegremente o código da redenção, que guia as almas atormentadas a uma das cerca de 50 mesas onde atendentes uniformizados ouvem suas queixas e prescrevem a salvação.
“O senhor Tamahori foi preso por incitação à prostituição. Posso confirmar que estava vestido com roupa de mulher, quando foi detido”, disse o oficial Jason Lee, do Departamento de Polícia de Los Angeles.
Devo para crianças. Ou melhor: o Devo decide regravar seus clássicos e adicionar vocais infantis (ou nem tanto). E a idéia é atingir justamente o público infantil.
Bom, se eu tivesse filhos, preferiria que eles ouvissem crianças cantando Devo do que qualquer coisa da Eliana.