minivan highway
Conheçam Mark Salud e seu techno tocado num computador Amiga:
Conheçam Tim & Eric e sua paródia de Mark Salud:
Boa noite.
- nerd/geek, internet | Time: 9:38 pm (UTC+8) Comments (3)
Conheçam Mark Salud e seu techno tocado num computador Amiga:
Conheçam Tim & Eric e sua paródia de Mark Salud:
Boa noite.
A dúvida fundamental: alguém aí anda jogando Left 4 Dead? Para resumi-lo: jogo multiplayer online COOPERATIVO (fundamental) em que se assume o lugar de um de quatro sobreviventes de um apocalipse zumbi. O objetivo é exterminar o máximo possível de zumbis, cuidar de seus companheiros e, com sorte, sobreviver. Diversão pura.
Quem quiser jogar, me adicione: username generico no Steam.
Se recebesse um bilhete concedendo de brinde uma faixa personalizada, de 3 metros de largura e duas cores e até 40 caracteres, minha mensagem seria:
NÃO FAÇAM ADAPTAÇÕES.
Percebam que o ponto não estaria incluso na frase, que contaria portanto com metade dos caracteres possíveis e, em nome da simplicidade, dispensaria a cor adicional além do vermelho-sangue. Cor que não falta no jogo Dead Space, blockbuster da jogatina que, por mais que digam que merecia filme - não.

Sugestão obviamente gritada ao vento e para ninguém, pois é próprio da indústria de entretenimento a reciclagem. Nada mais natural. Um elemento escasso - idéias rentáveis - tende a ser preservado.
Mas convenhamos que adaptações são, em princípio, desnecessárias.
Não digo que eventualmente bem-sucedidas e até mesmo úteis, mas simplesmente desnecessárias. Trata-se, por definição, da mesma coisa que você viu antes, só que acomodada para formato diferente.
Se fazem isso com sua comida, por exemplo, você fica incomodado.
Fico imaginando uma possível adaptação do Dead Space. Ou melhor, nem preciso imaginar porque já fizeram algo próximo disso: um desenho animado que serve de “preparação” para a história do jogo.
No jogo, você é um engenheiro enviado para uma nave mineradora que perdeu contato e, aparentemente, foi tomada por uma entidade alienígena que possui e deforma os corpos da tripulação. No desenho, você vê como a bagunça começa.
Na adaptação, tudo que é aparente está lá: o cenário, o mote, parte dos personagens, os vilões, o clima, o sangue. Mas a essência do que torna Dead Space, o jogo, algo mais do que uma seqüência de cliques na memória dos tendões da sua mão é a sensação de caminhar nos corredores vazios da gigantesca nave e, ao avistar um dos inimigos grandões e destrambelhados, pensar em termos de “devo arrancar o braço dele, para que tenha menos chance de me acertar, ou as pernas, para que fique mais lento”?
Não costumo fazer esse tipo de escolha no meu dia a dia, com exceção de algumas refeições.
E não só o prazer insano desse tipo de escolha, mas a viagem de abrir caminho de um ponto a outro do cenário, sem muita certeza de que as decisões que você fez antes podem ser uma boa idéia dali por diante.
Reproduzindo o belo insight dessa crítica de Gears of War 2 do ActionButton: esse tipo de elemento seria justamente um dos primeiros a ser cortado num filme de ação, por exemplo. Teríamos, no máximo, uma ou duas cenas estabelecendo esse tipo de situação, e o resto seria preenchido por algum plot flácido e um interesse romântico qualquer, que culminaria numa batalha final cheia de explosões.
O jogo, tão concentrado numa mecânica simples de progresso linear e combate violento, dispensa adaptações, pois o melhor de si funciona apenas como jogo. É o melhor formato possível.
We’ll do more and more reading on screens, but they won’t replace paper—never mind what your friend with a Kindle tells you. Rather, paper seems to be the new Prozac. A balm for the distracted mind. It’s contained, offline, tactile.
Superávit cognitivo? Em vídeo, Clay Shirky explica. Ou, se quiser, há transcrição.
Manja o pote do fermento em pó Royal, com o desenho da embalagem se repetindo na própria embalagem? Esse efeito, quem diria, tem nome - efeito Droste - e, embora não exatamente comum, se repete bastante por aí. Quer dizer, o Pink Floyd já fez, então dá pra ter uma idéia. (via waxy.org)
Só agora, uns três anos depois do surgimento do meme, conheci o Leeroy Jenkins, um clássico da internet.

Her cell phone is ringing, but the display is turned off. She lightly pushes a small dot on the skin on her left forearm to suddenly reveal a two by four inch tattoo with the image of the cell phone’s digital display, directly in the skin of her arm.
• A tatuagem digital
When the right hemisphere of the brain, the seat of emotion, is stimulated in the cerebral region presumed to control notions of self, and then the left hemisphere, the seat of language, is called upon to make sense of this nonexistent entity, the mind generates a “sensed presence”.
• A simulação de Deus
Looking down at the application, it blurred in front of my eyes. Could I really do this? Could I really become a — a car salesman? Me, a law abiding middle-aged American. A — gasp — college graduate (well, barely). A writer. A person sometimes described as soft spoken and reserved? Why was I applying for a job in one of the most loathed professions in our society?
• Na pele de um vendedor de carros
Crumb é um tímido rematado que se encurva, magro, se esconde atrás dos óculos e tem ar de quem conheceu mais pessoas do que teria desejado. Mais tarde, à mesa de um restaurante vietnamita da cidadezinha vizinha, ele explica: “Não vejo que interesse há em falar comigo. É muito melhor falar com Aline. Me perguntam: “Por que vocês se mudaram para a França?”. E eu digo: “Não sei. Aline, por que o fizemos?’”.
• Visita a Crumbland (só p/ assinantes folha/uol)
Para minha surpresa, Lewis Black ganhou um programa de televisão: The Root of All Evil.
Lewis Black é a personificação da esquete Eu fico puto!, do Marcelo Mansfield, só que mais elaborado. O estilo… hmm, PUTO do Black é hilário, é a reclamação elevada ao status de arte humorística. Conhecia o cara de participações no Daily Show e de alguns especiais da HBO, em geral muito bons. Mas ver um comediante stand-up com um programa fixo é sempre temerário, já que, pelo que sei, parir 30 minutos de material cômico é mais difícil do que dar à luz um PredAlien.
A solução foi reduzir sua participação. Ele age como juiz que decide qual de duas personalidades ou instituições é mais maligna. No episódio de estréia, os réus eram Oprah e a Igreja Católica. Dois humoristas agem como advogados de acusação. É uma espécie de duelo indireto, já que cada comediante fala do próprio tema, sem dialogar com o outro. Black apenas preenche os espaços com tiradas curtas. Pouco revolucionário, mas engraçado, apesar do cara que acusa a Igreja construir mais da metade de suas punchlines em cima da palavra “boyfucking”.
O que vem por aí: gadget DIY modular personalizável open-source, editor WYSIWYG de interfaces em Flash… Se preparem para ler muitos tutoriais, fóruns e calhamaços virtuais de documentação.
Essa METRALHADORA GIRATÓRIA DE ELÁSTICOS é a coisa mais genial/babaca que vi esse ano.
Um blog que celebra os bigodes do século XIX. E a internet ganha mais uma razão de existir. [Via Boing-Boing]

Descobri hoje que o brinquedo mais legal desenvolvido no século XXI (acho) está à venda no Brasil. É o Tickle Me Elmo, o boneco que se racha de dar risada. Se isso não é a felicidade automatizada, eu não sei mais o que pode ser.
A má notícia é que custa proibitivos R$ 299,90. Alcoolismo sai mais barato a curto prazo.
Um tanto difícil entender o motivo do cancelamento da série Freaks And Geeks (2000-2001) ainda na primeira temporada, após apenas 18 episódios. Muito se fala de Anos Incríveis, por exemplo, mas Freaks and Geeks é, fácil, a melhor série sobre adolescentes já produzida. Até quando eventualmente cede a moralismos é legal. Personagens maravilhosamente humanos.
Criação do Judd Apatow e com o Seth Rogen no elenco. Agora vou baixar Undeclared e prolongar a mágica.
Links provavelmente pouco duráveis, mas vale indicar: 23 episódios (no Google Video) da série Penn & Teller: Bullshit!, em que a dupla ataca mitos e concepções comuns, como, por exemplo, de que reciclagem é uma boa idéia.
Divertido e, em seu melhor, esclarecedor. Basta ficar atento a eventuais manobras retóricas e factuais, à moda Michael Moore.

X-Men 3 se beneficiou das baixíssimas expectativas em relação a ele. Tudo, como as fotos de divulgação, a sinopse e a escalação do Brett Ratner na direção, indicava o rumo à excrescência plena. Ver um filme menos ruim do que o esperado foi uma surpresa das mais ordinárias, mas ainda sim surpresa.
Algo de que a princípio não gosto, mas achei que funcionou (na medida do possível) foi a estratégia quadrinhesca de encher a trama de personagens em um conflito ridiculamente desenvolvido e forçar situações extremas (morte, castração simbólica, abstinência sexual forçada, essas coisas). O subdesenvolvimento dos personagens veio como resposta infantil, mas até interessante, de estilo em relação aos dois filmes anteriores. Como se Ratner tirasse onda das pretensões artísticas de Bryan Singer com porralouquice sem personalidade e espalhafato acerebrado.
No mais, ao contrário do que parece numa leitura rápida que se baseie na contagem de cadáveres, o “confronto final” do título não se justifica em absoluto, já que um número respeitável de pontas soltas foram deixadas. E estabelececido um clima de estranheza e arbitrariedade narrativa que não existiam antes no filmes, mas que fazem parte da própria cultura de quadrinhos. Me refiro à questão da absoluta despreocupação em relação a justificativas decentes sobre mortes e ressurgimento de personagens. Fiquei com a impressão de que todo mundo que morreu ou foi “castrado” no filme pode perfeitamente retornar alegremente em uma provável seqüência. É muito dinheiro envolvido para a galera do Marvel Studios se preocupar com coerência, pelo amor de deus.
E fica aqui meu repúdio à rasteira referência aos Sentinelas no início do filme. Pra mim, esses seriam os melhores vilões possíveis para um filme dos mutantes. Avi Arad, liga pra mim que eu te explico melhor.

Essa auto-entrevista do inventor Ray Kurzweil aumentou meu assombro em relação às possibilidades da biotecnologia, nanotecnologia e inteligências artificiais sobre o corpo e a consciência humana. Kurzweil, considerando que a velocidade dos avanços tecnológicos aumenta de forma exponencial ao longo do tempo, espera que já na metade deste século nano-robôs integrados ao organismo humano multiplicarão nossa inteligência na casa do bilhão.
Dito assim soa delírio completo - o que pode acabar sendo, claro - mas o longo, interessante e convincentemente otimista texto de Kurzweil expõe informações ao mesmo tempo fantásticas e assustadoras. Por um lado sugere que IAs milhões de vezes mais inteligentes que o homem podem nos levar a patamares tecnológicos literalmente inimagináveis hoje, mas também alerta para a possibilidade da criação de IAs terroristas e destrutivas.
Sem falar da possibilidade da IMORTALIDADE por meio da reengenharia genética.
Farei de tudo para me manter vivo até 2045.
Taí um jogo que me interessou: Shadow of the Colossus. Parece ser um dos raros títulos que busca experimentar com convenções de jogabilidade e oferecer emoção e diversão ao mesmo tempo. E com belos gráficos.

Uma guitarra feita de peças de Lego. Les Paul preta, muito bom gosto.
Via StumbleUpon.
Nas últimas semanas, tenho pensado bastante sobre como vou me informar daqui pra frente. Acho que deve ser um tipo de dúvida que, mais cedo ou mais tarde, vai tomar de assalto a cabeça de boa parte dos usuários de internet, pelo menos. As informações se multiplicam exponencialmente a cada minuto e prefiro não delegar a tarefa de selecioná-las exclusivamente a jornalistas…
Além de já ter aderido ao RSS e ao StumbleUpon, acabo de criar minha conta no Audioscrobbler. E ainda acho pouco. Pelo menos por enquanto. Será que a quantidade de estímulos externos um dia vai superar a capacidade do cérebro de absorvê-los?