contraste

Fuçando entre vídeos antigos do Who, inevitavelmente topo com aqueles gravados após 1978, ano da morte de seu baterista, Keith Moon. No lugar, foi escalado Kenney Jones, ex-Faces (banda de Rod Stewart e de Ron Wood). A força do contraste torna melancólico assistir a esses vídeos.
O trabalho de Jones foi difícil demais: substituir o maior baterista da história do rock - ou segundo maior, caso o leitor seja partidário de John Bonham. E o mais carismático, louco e anárquico também. Não havia vitória possível.
Não houve, realmente. Jones é lembrado, se tanto, como um elemento que prolongou a existência da banda numa época difícil, apresentando-se de forma digna. E só. Logo ele, um baterista de grande técnica e força, de precisão quase metronômica; total oposto de Moon nesse último quesito. O cara é, e já era então, um puta baterista. À sombra de Moon, porém, ele não deixou marca ou legado na banda, que integrou por alguns poucos anos. Essas coisas acontecem.





