the king of kong

Se a história de The King of Kong fosse ficção, soaria pequena, banal e um tanto ridícula: a disputa de dois caras de personalidades opostas pelo recorde mundial no velho arcade Donkey Kong.
Como documentário, tudo muda.
Os personagens são um achado. De um lado, Billy Mitchell, o superstar do professional-retro-gaming, o detentor do recorde absoluto no jogo desde a década de 1980, o empresário bem-sucedido do ramo de molhos, o patriota de gravata com a bandeira dos EUA. Do outro, Steve Wiebe, o pai de família, o professor de escola primária, o cara que tentou a sorte em áreas como o esporte e a música e nunca se realizou em nada, o abnegado com tendências obssessivo-compulsivas e muito a provar a si mesmo.
O antagonismos dos dois, ainda que mostrado em forma de luta entre bem e mal, surpreende pelo humor e pelo suspense. Durante todo o filme, Wiebe se submete ao escrutínio e à pressão da comunidade dos jogos (e pela própria equipe do documentário…) em busca de um duelo direto com Mitchell, que insiste em se manter oculto, rondar de carro os locais de competição, enviar fitas com recordes suspeitos e acionar capangas para monitorar o desempenho do adversário.
Da mesma forma que Murderball, o truque do diretor Seth Gordon é se aprofundar nos personagens e entender seu mundo e o que os motiva, sem julgamentos. Em ambos, a fome por realização pessoal é tudo. A novidade é mostrar que a fonte dessa realização pode vir de qualquer lugar.
- cinema | Time: 4:37 pm (UTC+8)






ia ver o filme só dizuêra pra saber do que tanto as pessoas falavam e se envolvi duma tal maneira que chorei 6 baldes. billy mitchell, evil bitch.
Comment by rainman raymond — April 10, 2008 @ 7:21 pm