No Banana Mecânica, site de música que ajudo a editar, fizemos uma modesta lista com os cinco melhores álbuns nacionais do ano. Claro, melhores dentro da cena que cobrimos - música alternativa (não lembro mais a que…), independente, “independente”, dependente mas gente fina etc.
A lista foi quase idêntica à minha própria, que só substitui Lucy and the Popsonics por Menino Canta Menina, do Instiga, de Campinas. E com menção honrosa para o Los Porongas, banda do Acre.
Pessoalmente, fiquei bastante satisfeito com a safra de bons discos desse ano. Muitas boas estréias, coisas promissoras surgindo. Ano que vem o ritmo deve se manter, com o primeiro do Bazar Pamplona (citação patrocinada pelo Rafael Capanema), o novo do Numismata (vi algumas novas músicas no show, são sensacionais) e, com sorte, um retorno dos Abimonistas.
Na pilha dos álbuns internacionais, não me preocupei em acompanhar os lançamentos, só os artistas queridos de sempre. O Sky Blue Sky, do Wilco, foi o preferido do ano por motivos puramente afetivos. É a melhor banda do mundo e o disco é praticamente perfeito. Gostei bastante do Wincing the Night Away, do Shins, apesar de ainda preferir o Oh, Inverted World. New Moon, do Elliott Smith, foi uma das grandes surpresas - um disco póstumo de sobras de estúdio que não perde em qualidade para o resto da discografia do cara. Coisa fina.
O Neon Bible, do Arcade Fire, não chamou minha atenção quando saiu e só fui ouvi-lo com atenção há uma semana. E é maravilhoso. Assim como All Hour Cymbals, do Yeasayer, grande banda que não conhecia, lembra um pouco o TV on the Radio (ouçam 2080). E o Midlake, de The Trials os Van Occupanther, belo disco do ano passado (ouçam Roscoe).
No mais, passei boa parte do ano chafurdando nas discografias completas do Neil Young e do Tom Waits, dois gênios absolutos, além de ouvir repetidamente o Blood on the Tracks, do Dylan, o meu favorito do homem.