February 17, 2006

uma tirinha para você

Nunca é demais repetir: The Perry Bible Fellowship, de Nicholas Gurewitch, é a melhor webcomic pairando no éter digital já há algum tempo.

o povo fala

Uma dúvida: alguém aí usa o Virtua, serviço de banda larga da NET? Algum comentário? Recomenda?

i don’t give shitty jobs


Outra dica de seriado: a versão original, inglesa, de The Office. Não vi nada do remake americano, mas duvido que seja melhor.

Foi lançado em 2001, teve duas temporadas de seis episódios cada e mais um especial de natal em duas partes. Feito como um pseudo-documentário, o seriado mostra o dia a dia dos funcionários do escritório de uma empresa inglesa.

Não bastasse o ambiente e os tipos serem perfeitamente reconhecíveis para qualquer um que já tenha trabalhado, o seriado ainda conta com um dos melhores personagens cômicos já criados: David Brent, o chefe do escritório. A interpretação de Ricky Gervais (também o autor e diretor) é assombrosa e inclemente. Brent é uma força da natureza nos quesitos mau gosto, egocentrismo, covardia e sede por atenção. E, mesmo assim, perfeitamente adorável.

The Office surpreende por não lembrar quase nunca uma sitcom. Humor sutil, que oscila entre o hilário, o patético e o deprimente com uma facilidade assustadora.

February 13, 2006

sacrilégio

O Ocidente é apaixonadamente comprometido com seu valor de liberdade de expressão e os países islâmicos são apaixonadamente comprometidos com seu conceito de sagrado. Não há formas de mediar essa contradição e encontrar uma solução.

O historiador Robert Darnton resume o conflito simbolizado pela polêmica sobre as charges de Maomé, em entrevista ao caderno Mais!, na Folha de ontem.

(Link só para assinantes UOL)

February 11, 2006

37.000 Kbps

Lesmas são mais rápidas do que sua banda larga.

February 8, 2006

it’s ok, i’ve already sent an e-mail

The IT Crowd

Faça a si mesmo um favor: coloque seu bittorrent pra funcionar e baixe os dois três quatro primeiros episódios da sitcom inglesa The IT Crowd. Deve ser a primeira série cômica sobre o universo geek. Ao lado de Freaks and Geeks (valeu, Guilherme), a série é das primeiras a tratar do universo geek. Fonte INFINITA de piadas.

February 6, 2006

perdido, enfim

Depois de visto os dois primeiros episódios de Lost ontem, na Globo, finalmente posso (começar a ) entender todo o hype em torno da série.

Realmente, Lost é foda.

O grande lance do J.J. Abrams foi tomar o conhecido tema da ilha deserta e impor um ritmo de thriller. Aparentemente todos os personagens têm um ou mais segredos espúrios escondidos na manga, o que garante confortável margem de segurança para os roteiristas. O problema de convivência entre os personagens é outra tática conhecida utilizada logo de cara. Mas o mais interessante, por enquanto, é o potencial de terror e bizarrice que as ameaças da ilha podem oferecer. Claro, espero que não sejam dinossauros.

friedkin + ellroy

Filme de William Friedkin com roteiro de James Ellroy? Hmm.

February 3, 2006

Munique


Não sei se, afinal, Spielberg cresceu, mas o homem continua mestre inconteste de som & imagem no cinema. Espero o espetáculo. Seu sempre discutível amadurecimento, pra mim, acaba sendo bônus. Felizmente, é o caso.

Munique, na forma, presta homenagem aos thrillers da década de 70 (Operação França vinha bastante à mente, inclusive com alguns planos idênticos e “realismo” semelhante), mas no conteúdo há uma certa reformulação de conceitos do gênero - a serviço de uma discussão política, claro.

Prefiro enxergar a mensagem num plano humano e geral. Mais do que uma pretensa tentativa de reconstituição do atentato terrorista nas Olimpíadas de 1972 e a posterior retaliação israelense, penso que o filme toma o fato histórico como exemplo de ato de violência gerado por uma cadeia de ódio e que, por si, funciona como catalisador de mais ódio. O conflito poderia ser entre qualquer grupo. A lógica e as consequências incontroláveis da vingança é que são o ponto do filme.

É evidente que o filme é simpático a Israel, mas não da maneira óbvia. Com um diretor judeu e financiadores judeus, não dá pra se esperar menos que isso. Se não existe imparcialidade absoluta nem no jornalismo, que dirá em uma obra de ficção - que, aliás, nem deve se preocupar com esse tipo de coisa. Munique é parcial, na medida em que assume o ponto de vista de agentes israelenses. Eles próprios questionam ou endossam suas ações e de seu governo. Os dramas de consciência são visíveis e têm consequências na trama. Abordagem madura e muito mais interessante do que outra possível - e que talvez fosse menos vulnerável a críticas -, que seria narrar a história de um ponto de vista afastado, “imparcial”. Spielberg não está em cima do muro: está do lado de Israel, questionando tanto as ações de Israel quanto dos palestinos.

E o filme é duro, seco. A espionagem passa ao largo do glamour. Os agentes são terrivelmente falhos, os planos não são perfeitos, o erro é sempre uma possibilidade próxima e cruel, o assassinato é sempre uma coisa horrenda. Eric Bana, interpretando o agente Daniel Avner, parece sempre o elemento mais frágil em cena. Dificilmente um herói spielberguiano.

Munique não deve agradar ao grande público.

WTF

Lee Tamahori, diretor de cinema e travesti

LOS ANGELES, 2 fev (AFP) - O diretor de cinema neozelandês Lee Tamahori, 55, foi detido em 8 de janeiro, quando, vestido de travesti em Hollywood, ofereceu serviços sexuais a um agente policial à paisana, informou a polícia na quinta-feira.

“O senhor Tamahori foi preso por incitação à prostituição. Posso confirmar que estava vestido com roupa de mulher, quando foi detido”, disse o oficial Jason Lee, do Departamento de Polícia de Los Angeles.

Foto fornecida por Guilherme Gaspar