January 27, 2006

erosão natural das montanhas

Depois de Just Like the Fambly Cat, disco a ser lançado em maio, o Grandaddy acabou-se. Menos uma banda foda tocando por aí.

adoro aliens malvados


Que maravilha: Evil Aliens, ficção científica e pastelão gore, clima que remete ao já clássico absoluto Fome Animal. Trailer arbitrariamente encharcado de quantidades indecentes de sangue. Tipo de filme B que merece mais espaço das distribuidoras nacionais. Deve chegar aos cinemas ingleses em março.

dev2.o

Devo para crianças. Ou melhor: o Devo decide regravar seus clássicos e adicionar vocais infantis (ou nem tanto). E a idéia é atingir justamente o público infantil.

Bom, se eu tivesse filhos, preferiria que eles ouvissem crianças cantando Devo do que qualquer coisa da Eliana.

esperança.pps

“‘A vida não é feita de amanhãs promissores, de crepúsculos encantados e baboseiras como essas. É trabalho. A pessoa a quem você ama raramente é digna do grande amor que você lhe dedica. Porque ninguém é digno disso e talvez ninguém mereça o fardo que isso representa. Você vai ser abandonado. Você vai se decepcionar, vai ter sua confiança traída e vai comer o pão que o diabo amassou. Você perde muito mais do que ganha. Você odeia a pessoa amada na mesma medida em que a ama. Mas, merda, você arregaça as mangas e trabalha - em tudo -, porque envelhecer é isso.’

‘Annabeth’, disse Sean. ‘Alguém já lhe disse que você é uma mulher dura?’

Ela voltou a cabeça para ele, os olhos fechados, um sorriso sonhador na face. ‘O tempo todo.’”

Sobre Meninos e Lobos, de Douglas Lehane. Livro que merece o maravilhoso filme que originou.

January 19, 2006

corpo humano 2.0

Essa auto-entrevista do inventor Ray Kurzweil aumentou meu assombro em relação às possibilidades da biotecnologia, nanotecnologia e inteligências artificiais sobre o corpo e a consciência humana. Kurzweil, considerando que a velocidade dos avanços tecnológicos aumenta de forma exponencial ao longo do tempo, espera que já na metade deste século nano-robôs integrados ao organismo humano multiplicarão nossa inteligência na casa do bilhão.

Dito assim soa delírio completo - o que pode acabar sendo, claro - mas o longo, interessante e convincentemente otimista texto de Kurzweil expõe informações ao mesmo tempo fantásticas e assustadoras. Por um lado sugere que IAs milhões de vezes mais inteligentes que o homem podem nos levar a patamares tecnológicos literalmente inimagináveis hoje, mas também alerta para a possibilidade da criação de IAs terroristas e destrutivas.

Sem falar da possibilidade da IMORTALIDADE por meio da reengenharia genética.

Farei de tudo para me manter vivo até 2045.

January 18, 2006

cotovelada no crânio

Confie nisto: Ong Bak, filme tailandês de PORRADA, merece sua atenção. Claro, se você me garantir que não vai me atormentar depois por ter achado a trama fraca ou coisa do tipo. Afinal, o enredo, na maioria dos filmes desse gênero, é IRRELEVANTE. O ponto nunca foi esse, e sim a eficiência das cenas de ação.

No caso, esse filme de 2003 traz pelo menos uma novidade: um cara chamado Tony Jaa, novo astro asiático dos filmes do gênero por ser uma versão jovem, tailandesa e muito mais violenta do Jackie Chan. E o cara é MUITO bom.

Em vez de kung-fu, muai thai. Só isso muda bastante coisa nas cenas em si. É um estilo que se baseia em cotoveladas e joelhadas. Por isso é um certo choque ver quando um capanga é eliminado em câmera lenta com uma cotovelada no topo da cabeça.

Além disso, é inquietante ver que, aparentemente, boa parte das pancadas são REAIS. Só vendo para entender o que digo. A coisa toda é tão crua que você automaticamente pára de se empolgar com o filme e passa se preocupar com a integridade física dos atores e gritar ARGH quando um deles cai de cinco metros de altura, de costas, num chão de terra batida. Nenhum efeito digital ou cordinhas à vista, creio.

O diretor Prachya Pinkaew pode ter cacoetes irritantes, como inserir replays em câmera lenta de ângulos diferentes de certas cenas, mas acerta decisivamente ao registrar as proezas desse DEMENTE chamado Tony Jaa em planos abertos - o que boa parte dos diretores de ação não faz, infelizmente. Questão de tempo para ser assimilado por Hollywood e fazer dupla com o 50 Cent.

melhores discos de 2005

Sem ordem de preferência:

Aimee Mann - The Forgotten Arm
O mais interessante nesse disco é como se consegue preencher um álbum inteiro de pop/rock sólido, coerente e cativante com canções tão simples e diretas. Belíssima produção também, dá pra ouvir cada instrumento com clareza incomum.

Spoon - Gimme Fiction
Nunca havia escutado essa banda, e levou algumas audições para entender. Vale o esforço. O Spoon vai além do clichê “menos é mais”; no caso, menos é exato. Para entender, baixe I Turn My Camera On.

Supergrass - Road to Rouen
Em sequência ao maravilhoso Life on Other Planets, de 2002, o Supergrass entra na fase em que boa parte das bandas de rock passa: uma caótica revisão das próprias referências musicais. Agora os caras recorrem a Beatles, Stones, Led Zeppelin, Sly & the Family Stone, psicodelia e folk, às vezes em doses literais. Mas é muito bom, que diabos.

Antony and the Johnsons - I am a Bird Now
A voz desse Antony é uma das coisas mais arrepiantes que já ouvi. Acompanhada de piano, é até covardia.

Wilco - Kicking Television

Simplesmente o primeiro disco ao vivo da melhor banda do mundo.

Ed Harcourt - Strangers
Pouco conhecido, mas excelente, esse Ed Harcourt. Tem futuro. Álbum variado, cheio de canções lindas (baixem Let Love Not Weigh Me Down ou This One’s For You).

The Life Aquatic Soundtrack
Esse eu ouvi exaustivamente antes e depois de ter visto o (maravilhoso) filme. Até saiu recentemente o The Life Aquatic Studio Sessions featuring Seu Jorge, incluindo todas as músicas do David Bowie que o Seu Jorge gravou pro filme (só há cinco na trilha), mas tudo nesse disco é fantástico: Stooges (Search and Destroy), MAIS David Bowie (Queen Bitch e Life on Mars), Devo (Gut Feeling), mais instrumentais incríveis de Mark Mothersbaugh e Sven Libaek.

January 4, 2006

2006

Um ano além de expectativas para todos.