October 30, 2005

loverbots

Fuckzilla, Orgasmo e Hide-a-Cock são os nomes de algumas engenhocas projetadas para sexo. Com certeza, embriões dos robôs-amantes vistos em A.I.

October 28, 2005

meia lua + soco forte

Empresa japonesa afirma ter criado controle remoto de humanos.

Lágrimas.

faça a coisa certa

Os dez principais erros de design, acessibilidade e organização em blogs. Idéias interessantes. O mais legal é notar que este blog satisfaz somente o item 7 (categorização de posts). Tentarei adotar algumas dessas práticas.

salvando a princesa

Taí um jogo que me interessou: Shadow of the Colossus. Parece ser um dos raros títulos que busca experimentar com convenções de jogabilidade e oferecer emoção e diversão ao mesmo tempo. E com belos gráficos.

October 25, 2005

acerca do tim festival


Mundo Livre S/A: CHORA, CAVACO.

M.I.A.: Música chata, batidas fracas, performance de palco bisonha e roupas pouco reveladoras. Os dedos médios em riste de parte da platéia disseram tudo.

Arcade Fire: Impressionante e lindo o show desses canadenses. Tirando a versão de “Aquarela do Brasil”, pela qual o público deve ter apresentado simpatia por mero ufanismo (haha), foi um show perfeito. Abriu com “Wake Up”, fechou com “Rebellion (Lies)”, do jeito que eu imaginava ser o ideal. Nesse meio, “Crown of Love” me surpreendeu por ser MARAVILHOSA ao vivo e quando chegou a hora de “Neighborhood #1 (Tunnels)”, talvez a minha favorita deles, eu já estava em frangalhos. Inesquecível.

Kings of Leon: Como sou um adepto do rock caipira americano (se tivesse uma banda, ia querer fazer esse tipo de som, entre outras misturas bastardas), os caras já chegaram com meio jogo ganho comigo. Mas confesso que achava que o show deles seria morno. Já tinha baixado vídeos e ouvido apresentações e, putz, soava mal. Eles apareciam blasé pra caralho, preguiçosos no palco. Por isso, na abertura, com uma versão enfadonha e lenta de “Molly’s Chambers”, achei que ia ser isso mesmo. Que nada: o que se seguiu foi o tipo de performance que eu queria dos caras. Pelo telão era possível ver o baterista RESFOLEGANDO e SOFRENDO. Deram tudo de si num show absolutamente boçal, rápido, vigoroso e divertido pra caralho. “Soft” deve ter sido o ponto alto e, porra, fechar com “Trani” é sacanagem, MELHOR MÚSICA.

Strokes: IGUAL O DISCO. O que não deixa de ser bom. Todas as músicas soavam como hits. Mas, oras, achei que o ponto alto foi “Juicebox”, uma das músicas novas. Rápida, com seções instrumentais diferentes e meio HARD ROCK. O melhor de tudo foi notar que Strokes - e, por extensão, boa parte da música indie (hã?) - pode se travestir facilmente de ROCK DE ARENA e divertir tanto quanto. Show conciso, belo fim de noite.

October 20, 2005

realidade e ilusão

Guilherme tem toda a razão: essa entrevista com Wayne Shorter está imperdível.

October 19, 2005

pecado


Rodrigo Santoro será o rei persa Xerxes na adaptação para o cinema de 300 de Esparta, HQ do Frank Miller. Escolha inesperada, mas que deverá render várias sessões de bronzeamento artificial no cara. Já Gerard Butler como Leônidas, só vendo.

Considerações sobre elenco à parte, estou curioso para ver como Zack Snyder, diretor do maravilhoso remake de Madrugada dos Mortos, vai lidar com esse material. Pretendendo usar a mesma técnica de cenários digitais de Sin City e baseando-se em obra do mesmo autor, meu medo é que o cara caia no mesmo tipo de bobeira em que o Robert Rodriguez caiu, na minha opinião, que é a imbecilizante proposta de “tradução para a tela” do que está nas HQs.

Em Sin City, a idéia realmente funciona em termos visuais, de enquadramento, mas falha horrivelmente quanto ao ritmo. A impressão que tenho é que, tanto na tentativa de espremer em duas horas três tramas diferentes quanto pela falaciosa idéia de transpor fielmente a HQ para o cinema, o andamento das histórias fica rápido demais, entulhado, freneticamente burro. Com meia hora de filme já sentia meu cérebro dormente.

Algo que não acontece nas HQs por uma particularidade do meio: o tempo da história é controlado pelo leitor. O ato de folhear a página na revista obedece à necessidade de quem lê. Claro que essa necessidade parte de um estímulo: o bom autor (e Miller é) sabe lidar com as espectativas do leitor e contrapõe páginas agitadas, cheias de ação narrativa, a outras de contemplação, com painéis de página inteira.

Sin City, a graphic novel, funciona tão bem porque há, entre coisas como o fabuloso clima noir sem tons de cinza e os personagens deliciosamente irreais (elementos presentes no filme), essa equação entre ação e contemplação, que é justamente o que não banaliza as histórias.

Espero que o Zack Wylder deixe de lado essa bobagem do Rodriguez e adapte com boa infidelidade o material do Miller.

October 17, 2005

é por isso que eu acho deus filho da puta

Foto: Daniel Lima

Puta show o dos Abimonistas. Destaque para as fabulosas canções “Eu Não Tenho Pinto” e “1000 Razões Que Explicam Um Pouco Por Que Eu Te Amo Tanto”.

pré-requisito: gritos de death metal

O metal sobreviverá.

October 13, 2005

é tempo de amar

Quando me dei conta, estava sentado no banco estofado de uma mesa no canto mais escuro da boate com Roberto Carlos ao meu lado, às lágrimas, dando pequenos soquinhos na perna esquerda (ruídos metálicos encobertos pelo som dos Jordans nos auto-falantes), lamentando o broto perdido. “Será que um dia essa tristeza vai ter fim?”, ele me perguntava. Deixei de prestar atenção ao meu ilustre acompanhante ao notar que os garçons abasteciam a mesa com notável diligência e carinho. Pedi mais uísque, disse “Robertão, amigo, liga não que ela não prestava pra você”, dei um gole e antes mesmo de sentir o álcool aquecer minha garganta fui surpreendido pelas coxas da Wanderléia aproximando-se da mesa. Ela se sentou ao lado do Rei e alisou seu cabelo por horas, enquanto bebericava martinis e me lançava olhares lúbricos.

Rapaz, que noite.

how to fight loneliness

Jeff Tweedy
Se você, como eu, é um dos infelizes fanáticos por Wilco que não estarão ovacionando Jeff Tweedy no TIM Festival, no Rio, console-se baixando bootlegs da banda no Via Chicago. No esquema bit torrent, quase diariamente uns camaradas compartilham gravações de shows inteiros do Wilco, a maioria com qualidade de som muito boa. Só é preciso conexão rápida e/ou muita paciência, pois os arquivos geralmente são .flac (Free Lossless Audio Codec), formato de áudio sem perda que é, em média, umas quatro ou cinco vezes maior que um mp3 (ou seja: uns 600mb por show). Seria legal se alguém gravasse a apresentação daqui.

October 8, 2005

“ninguém vai se salvar”

Scott Henderson, guitarrista e vocalista do Screaming GentlemenApesar da fama de inacessível, o Screaming Gentlemen revela-se bastante comunicativo quando cortejado do jeito certo. O vocalista, guitarrista e compositor Scott Henderson aceitou conceder a seguinte entrevista – via Skype. Perguntado sobre a escolha, Scott mostrou um lado sensível pouco conhecido: “Achei que seria mais barato pra você, caralho”. De Chicago, onde mora, o músico falou sobre como o novo álbum, Dirty Dawns, foi recebido pelo público e discutiu os rumos da música do grupo.

generico: Acho que a primeira coisa que todo mundo pergunta pra vocês é sobre a mudança musical do primeiro disco para o segundo. Que tipo de reações vocês esperavam do público e dos críticos?
Scott Henderson: Pra falar a verdade, nem ligamos pra isso. Não gosto de fazer música como se manufaturasse um produto, seguindo normas, respeitando o consumidor, sabe, fazendo o que o público espera. Não gosto dessa postura por parte de artista nenhum. Fizemos do jeito que nos pareceu bom.

Mas você esperava algum tipo de reação?
Sim, esperava esse tipo de pergunta dos jornalistas também. (risos) Sabia que muitos fãs torceriam o nariz, mas não quero fãs tapados que gostem de nossa música sem realmente ouvi-la. O ideal é quando existe espontaneidade dos dois lados: de nós, músicos, que devem criar livremente, e do público, que, a cada disco, julga se gosta ou não. Não espero fidelidade canina de ninguém.

Imagino que tenha então certa aversão a fã-clubes.
(risos) Um pouco. Mas há muita gente inteligente ouvindo nossa banda.

Como andam as vendas dos álbuns?
Muito ruins. Nada inesperado. Mas compensamos fazendo alguns shows por aí.

Quantas guitarras destruiu esse ano?
Cara, só três… Descobri que esse tipo de hábito custa dinheiro demais. Nem todo mundo pode ser Pete Townshend, por vários motivos.

Cite alguns.
Bem, o cara realmente sabia tocar guitarra. Hoje não sei, toca mais violão do que qualquer outra coisa, o que é bem triste. Mas talvez seja um problema meu, que sente saudade do vigor e da violência dele e do Who dos anos 60 e 70. Envelhecer é uma merda.

Isso significa que os dois anos entre o primeiro disco e Dirty Dawns pesou para que a brutalidade desse espaço à psicodelia?
Depois de uma breve discussão sobre se deveríamos incluir palavrões nas letras por causa de nossos filhos, que já estão na idade de entender o que cantamos, isso só pode ser verdade. Mas essa mudança de foco não significa necessariamente enfraquecimento. Ainda saímos cheios de hematomas e cortes superficiais dos shows.

O que acha das recentes comparações com o Flaming Lips?
Porra, o sangue do Wayne Coyne [vocalista do Flaming Lips] é de mentira. Isso deveria ser levado em consideração! (risos) Adoro o som dos caras, mas todos aqueles sintetizadores não me atraem muito. Gosto da idéia de criar com elementos mínimos. No caso, bateria, baixo, voz e guitarra. Desde o início eu quis trabalhar com esses instrumentos e fazer o máximo possível com eles. Fico pelo menos três horas por dia experimentando timbres, efeitos e outros tipos de maluquice com minhas guitarras, pedais e amplificadores em casa.

Mas boa parte do rock foi feito com esses mesmos instrumentos. O Screaming Gentlemen quer realmente soar diferente de tudo? Você descobriu algum tipo de terreno inexplorado por todos os outros grupos?
Sim, é uma pretensão que gosto de admitir. A guitarra elétrica tem, o que, sessenta anos? Acho pouquíssimo tempo para desenvolver toda a capacidade de uma ferramenta tão complexa. E isso deve valer para os outros instrumentos também. Não estou dizendo que vamos fazer diferente, mas estamos conscientemente tentando inovar. Minha idéia, a princípio, é transformar a banda em uma espécie de mini-orquestra. Em algumas faixas, temos oito canais com guitarras, cada uma tocada de um jeito diferente. Quero levar isso pro palco.

Quantos músicos adicionais seriam necessários?
Uns dez, mais ou menos. Não é muito viável, mas viver também não é.

Estranho otimismo.
Pode crer que essa declaração consumiu toda minha cota semanal. (risos)

As letras do novo disco estão cada vez mais niilistas…
(interrompendo) Ah, sim. Sim.

Por quê?
Simplesmente saem assim. Sabe, gostaria muito de ver algum tipo de esperança na raça humana, mas sou diariamente desencorajado quando leio jornais ou vou ao supermercado. Quase todo dia perguntam pra alguém da banda se somos malucos ou doentes por escrevermos essas letras absurdas… Mas há duas semanas descobriram, a menos de duas quadras de onde moro, um casal que adotou uma criança só para comê-la. A princípio fiquei chocado, mas depois cheguei à conclusão que o mundo inteiro parece estar se ajustando a essa mesma freqüência de pensamento, de nível de insanidade. Não dá pra usar o termo “loucura coletiva” porque loucura é desvio, e o que temos agora parece ser a nova norma do milênio. Ninguém vai se salvar. Nem nós e nossa música. Só estou registrando o clima à minha volta.

October 2, 2005

grande idéia

Doe $100 para as vítimas do Katrina e ganhe um telefonema de Brian Wilson. Você pode fazer uma pergunta ou simplesmente dar um oi pro cara. E, ei, parece que ele liga mesmo.

October 1, 2005

meet jack torrance


Um novo trailer para O Iluminado. Genial.

Atualização: Na mesma linha, Amor Sublime Amor convertido em filme de zumbi. E um do Titanic também.

Via Boing Boing.